segunda-feira, 24 de novembro de 2014

JESUS ESTÁ EM CASA

     Jesus está em casa, em Cafarnaum. As pessoas ficam sabendo de sua presença ali e em grande número se deslocam para sua residência. Jesus as recebe, em casa. Jesus em casa nos remete à compreensão de sua vivencia familiar, de sua agenda familiar, de sua preocupação com os seus. Jesus tem apreço por família e, logicamente, pela sua família. Tal fato se evidencia em plena verdade até mesmo no ato da crucificação. Em meio às dores cruciais Jesus olha para o único discípulo que o acompanha até o final, João e diz: “Filho, eis aí a tua mãe. Mãe, eis aí o teu filho”. Neste ato Jesus pede ao presente apóstolo que cuide de Maria, sua mãe. Para Jesus a família importa e é prioritária. Prioritária mesmo perante suas mais terríveis angustias e dores.
     A primeira reflexão a se fazer aqui, enquanto consideramos este episódio na vida de Jesus é: Você prioriza sua família? Sua família está antes de qualquer coisa aparentemente mais importante lá fora? Jesus quando curava pessoas as enviava de volta para casa e para os seus. Seu primeiro objetivo era o de que o impacto do testemunho alcançasse prioritariamente a família. Deus se importa com a sua família.
     A seguir, num segundo olhar, vemos Jesus ministrando a palavra de Deus à multidão que se formou em sua casa. A casa de Jesus estava aberta para matar a fome espiritual de tantos que para ali afluíram. E exatamente aqui pergunto: Sua casa está aberta para quê e para quem? Muitos tem a sua casa aberta às noitadas regadas à bebida e drogas. Outros tem a sua casa aberta à prática de jogos que perpassam noites e madrugadas. Outros abrem as suas casas para discussões e agressões verbais. Outros ainda abrem as suas casas para programas e filmes que destroem os bons valores da família. Que tipo de coisa é bem vinda em sua casa? O que recebem as pessoas que pisam ali? Na casa de Jesus as pessoas receberam a Palavra de Deus, ensino e direção para as suas vidas.
     Entendo ainda que o texto nos dá uma tremenda lição de solidariedade e perseverança. Jesus está falando à multidão quando é interrompido por uma inusitada ação. De repente, o telhado sobre a sua cabeça se abre e a luz do sol invade o ambiente. Quatro homens que haviam trazido um homem paralítico fazem-no descer pelo teto, com maca e tudo. Fizeram assim porque a porta não lhes permitiria passar, tal era o número de pessoas presentes no local. Ousados, perseverantes e cheios de fé, fazendo isto não por si mesmos, mas tendo o coração ligado ao sofrimento do outro. Vejo muitas pregações sobre ousadia para conquistar, possuir, ter e ampliar. Ouço pouco na direção de ousar para o bem de outros. Este quatro homens se doam, se esforçam, empreendem para que alguém que não eles mesmos seja abençoado, curado, restaurado, devolvido à dignidade. Cabe aqui outra pergunta: Estamos nesta mesma rota ou basta-nos uma relação interesseira com Deus, a fim de que nos asseguremos das bênçãos que desejamos e desprezemos o drama alheio?
     Finalmente, percebo no diálogo de Jesus com aquele homem que, apesar de os homens acharem que o seu problema prioritário era o externo, ou seja, a sua paralisia, O Senhor prioriza o seu aspecto interno. Digo isto porque, antes de curá-lo, Jesus diz: “Filho, perdoados estão os teus pecados”. Imagine bem, se eu e você estivéssemos lá, possivelmente diríamos: ”Cure-o primeiro...perdoe-o depois”.
     A real cura da qual ele e todos nós necessitamos é a da paralisia espiritual, da inércia de nossas relações com Deus, da culpa e do pecado que inviabilizam este relacionamento. Depois de curá-lo por dentro, Jesus o cura por fora. Hoje Jesus deseja tocar você desta mesma forma. Assim como ele olhou para aquele paralítico, ele olha para você; assim como ele falou com aquele paralítico, ele está falando com você; Assim como ele curou a alma daquele paralítico e o restaurou ao nível de uma comunhão verdadeira com Deus, está fazendo com você. É só querer, crer e permitir que Ele o faça. Jesus ama você.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

“Reaças, Conservadores e Fundamentalistas ...”



Reflexão de Fernando Alberto

Acho que estamos numa guerra semântica nestes últimos dias. Digo assim porque novas expressões tem sido acrescentadas no vocabulário daqueles que, hoje no poder governamental , rejeitam as críticas com veemência e estabelecem apelidos, os mais variados, na direção daqueles que as efetivam. O mais interessante é que o assunto, base da crítica direcionada, fica secundarizado. A ênfase predileta estaciona-se no ato de tentar menosprezar pejoratirizando ou estabelecendo apelidos nada amistosos aos discordantes. Desta maneira vimos nascer expressões como “reaças, coxinhas, conservadores, fundamentalistas”, dentre outros mais. E apelidar ou xingar se torna mais importante do que esclarecer.
Não peça para um petista lhe dizer o que achou do aumento da taxa de juros, o que Dilma disse que o seu adversário de campanha pretendia fazer. Não peça ao mesmo que fale sobre o ajuste ao qual Mantega, atual ministro da economia, se referiu no tocante aos ajustes que se farão, os quais ameaçam até as conquistas que os trabalhadores comuns auferiram com o passar do tempo. Não peça que lhe explique sobre o impacto da inflação ou sobre o déficit que se abateu sobre a economia brasileira. Não pense que lhe dirá que acha errado o uso dos Correios durante as eleições ou da mala de dinheiro encontrada com o apoiador da campanha de Pimentel em Minas Gerais. Não pense que ele reprovará o apoio que o seu partido dá aos ditadores de Cuba e de outros países que seguem a desastrosa linha do assassinato à democracia. Não imagine que ele chamará os terroristas Islâmicos de terroristas, são “lutadores por causas revolucionárias” e por isso não importam os motivos e os meios. Quando você expõe estes dados, recebe em contrapartida algum apelido.
Pensando nisto resolvi definir estes apelidos com uma nova leitura. Por exemplo: Quando alguém me chama de “reaça”( muito embora jamais entenda isto como um linguajar próprio da língua portuguesa) tento interpretar e dar um novo sentido à atrocidade verbal. Chamam-nos de “reaça” porque discordamos do assalto que esta gente anda realizando ao erário. “Reaça” penso eu que se refira a tal atitude reacionária, a tentativa de livrar o Brasil desta corrupção endêmica institucionalizada. Nestes sentido não somos apenas “reaça” mas potencialmente re-agentes. Agimos e voltamos a agir para explicitar os males desta gestão tresloucada e irresponsável do PT que converge, desde os ataques desferidos contra os princípios éticos – familiares até ao bojo da vivência democrática desta nação. Reagimos e reagiremos sempre contra os princípios da corrupção, contra as ações subliminares de uma postura despótica e anti-democrática, contra os porões espúrios de uma ideologia estranha aos princípios e bases da nação Brasileira e sobretudo contra a prática de deslavadas mentiras que sugestionem a nossa idiotice.
Ao nos apelidarem de conservadores, tentando nos apresentar como ultrapassados ou atrasados conceitualmente, cometem o terrível equívoco de reafirmar o que realmente somos. Sem a ação conservadora, aquilo que é fresco e útil se perde. O sal é um dos históricos elementos de conservação. Jesus nos disse que, como igreja, nossa identidade é a de Sal da terra e Luz do mundo. Se tem algo que em potencial pode tornar-se empecilho ao apodrecimento da sociedade com um todo é a ação conservadora deste sal vivencial que se reflete em atitudes de vida pautadas em princípios e valores dignos de menção. Conservar não é ruim, como alguns querem fazer crer. O que não se conserva se estraga. Por isto somos de fato conservadores, não de ideologias mas de princípios, especialmente princípios que nos mantém na direção de uma nação democraticamente liberta de guetos conceituais e dominadores.
Fundamentalismo para quem nos apelida é associado ao mais terrível que hoje vemos na face da terra – o terrorismo fundamentalista islâmico. Ora, que dualidade, na Onu sua madrinha brasileira os defendeu. Um verdadeiro paradoxo. Mas existe o sentido positivo do fundamentalismo que eles desconhecem, ou pelo menos fingem desconhecer. Fundamental é aquilo que é imprescindível, o fator “si-ne-qua-non”, a base, o cerne estrutural. Tudo que existe e permanece está pautado em fundamentos pré-estabelecidos e consolidados como verdade através dos tempos. Aquilo que está desprovido de fundamentos se esvai, desvanece, vem a ruir, desaba e atinge à muitos. A queda dos muros de Berlim, a implosão da antiga União das Repúblicas Soviéticas, sucumbindo ante a livre economia mundial e aos auspícios democráticos, fatores assim revelam quem são os verdadeiros fundamentalistas dos atraso que hoje operam em nossa nação. Nossas alianças Geo-políticas nos fazem refletir sobre como é bom ser “inovadores”. Inovamos trazendo “Médicos” cubanos, importando treinadores de guerrilha da Venezuela ( que entram armados em nossa nação – verdadeiros arautos da paz), construindo portos fora da nossa nação, comprando empresas falidas, dentre outras “novidades” mais.
Concluo dizendo que somos nós, aqueles que amam e defendem um Brasil verdadeiramente fundamentalista, estabelecido nos fundamentos da democracia, da liberdade de imprensa, dos valores de família, da livre iniciativa; somos nós que ainda veremos triunfar nesta nação, para o bem das pessoas de bem, dos nossos filhos e netos, um Brasil forte, fundamentado na Rocha, jamais descaracterizado e sempre estabelecido em sua real vocação de Ordem e Progresso.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Vencedores e Perdedores - De um Jogo que não é Jogo

Vencedores e Perdedores - De um Jogo que não é Jogo

Reflexão de Fernando Alberto

      Esperei um pouco para produzir este texto. Passados os dias de "fervor emocional das eleições", num ambiente de sobriedade e desapegos ideológicos, faço aqui algumas reflexões sobre o país que nos tornamos e o tipo de pessoas que evidenciamos ser.
      Em primeiro lugar, o comportamento das discussões no período eleitoral parece nos ter remetido ao conceito de uma partida clássica de futebol, no caso, um confronto entre dois times, o do PT contra o PSDB e diante de tal, duas torcidas ferrenhas, cada uma desejando a derrota do seu adversário. Muitos se esqueceram de que aquilo que estava em jogo não era o jogo, era um país inteiro, juntamente com os seus próprios destinos administrativos pessoais.
Definitivamente, negativamente marcante as armas apresentadas pelos próprios times, na postura pré-eleitoral. Por um lado ataques e evidentes demonstrações de desvios da gestão pública, por outro uma impressionante ação de marketing de destruição de reputações, inclusive com mentiras múltplas sobre pessoas e dados. Idéias e propostas foram secundarizadas.
Tudo isto no período eleitoral. Mas agora o que resta? Resta a verdade dos fatos que foram negados, dados que foram alterados, intenções e ações que foram atribuídas aos opositores, agora praticadas por quem disse que jamais iria fazê-lo. Somos então, em última análise, um país de idiotas que decidiu acreditar e valorizar a mentira, e que agora diante dos fatos claramente divulgados, dos números que se esconderam de maneira cínica estampados em nossa cara, dos gráficos da economia jogados em nosso rosto, ficamos sentados "assistindo o jogo" com a cara de quem diz: "perdemos porque o juiz roubou".
      Como eu disse , amigos, não é um jogo no qual a perda fica dentro de campo. Neste jogo, não só as duas torcidas partidárias perderam, perdemos todos nós, o país inteiro. O ingresso deste jogo foi caríssimo e continuará sendo pago anos à fio, não apenas os 4 anos que se pensa ter ainda que suportar este estado de coisas. Se tudo que aconteceu até agora nestes 12 anos, levou-nos à direção na qual estamos, aonde pensamos que os próximo 4 nos conduzirão?
      Ao ler coisas como nosso alinhamento com ditadores, permissão de venezuelanos para treinar o MST, silêncio da nossa diplomacia para com os atos cometidos pelo Estado Islâmico, agendas previamente preparadas para impor censura à mídia e regulação ideológica da internet, agendas estas inseridas na agenda do Foro de São Paulo que pretende "bolivarizar" a América Latina, diante de tudo isto, vejo que o Brasil que hoje está no poder não trabalha pelo verdadeiro Brasil. Trabalha-se hoje a desconstrução de uma nação democrática, estabelecendo a base ideológica à todo custo...E que custo.
       Este é um "jogo" no qual aqueles que se dizem vencedores e até comemoram, recebem sobre si não apenas os" louros da vitória", mas denunciam um caráter alinhado àqueles que a produziram de forma questionável, e isto não se constitui em bônus mas ônus, e ônus altíssimos cobrados a curto e longo prazo.
       Perdemos todos, principalmente porque vimos que a mentira prevaleceu sobre o bom senso. Mas ganhamos em tempo, porque mais uma vez vimos o tempo trabalhar pela verdade, e se Deus quiser, a Nação que se deixou embalar e dormir pelo torpor na mentira soletrada aos ouvidos, acordará em tempo para reverter a sua derrota. Eu sou um destes tantos que lutará incansavelmente para ver o Brasil como o conhecemos, restaurado e transformado, pronto para demonstrar um caráter melhor ao mundo.