Jesus está em casa, em Cafarnaum. As pessoas ficam sabendo de sua
presença ali e em grande número se deslocam para sua residência. Jesus
as recebe, em casa. Jesus em casa nos remete à compreensão de sua
vivencia familiar, de sua agenda familiar, de sua preocupação com os
seus. Jesus tem apreço por família e, logicamente, pela sua família. Tal
fato se evidencia em plena verdade até mesmo no ato da crucificação. Em
meio às dores cruciais Jesus olha para o único discípulo que o
acompanha até o final, João e diz: “Filho, eis aí a tua mãe. Mãe, eis aí
o teu filho”. Neste ato Jesus pede ao presente apóstolo que cuide de
Maria, sua mãe. Para Jesus a família importa e é prioritária.
Prioritária mesmo perante suas mais terríveis angustias e dores.
A primeira reflexão a se fazer aqui, enquanto consideramos este
episódio na vida de Jesus é: Você prioriza sua família? Sua família está
antes de qualquer coisa aparentemente mais importante lá fora? Jesus
quando curava pessoas as enviava de volta para casa e para os seus. Seu
primeiro objetivo era o de que o impacto do testemunho alcançasse
prioritariamente a família. Deus se importa com a sua família.
A
seguir, num segundo olhar, vemos Jesus ministrando a palavra de Deus à
multidão que se formou em sua casa. A casa de Jesus estava aberta para
matar a fome espiritual de tantos que para ali afluíram. E exatamente
aqui pergunto: Sua casa está aberta para quê e para quem? Muitos tem a
sua casa aberta às noitadas regadas à bebida e drogas. Outros tem a sua
casa aberta à prática de jogos que perpassam noites e madrugadas. Outros
abrem as suas casas para discussões e agressões verbais. Outros ainda
abrem as suas casas para programas e filmes que destroem os bons valores
da família. Que tipo de coisa é bem vinda em sua casa? O que recebem as
pessoas que pisam ali? Na casa de Jesus as pessoas receberam a Palavra
de Deus, ensino e direção para as suas vidas.
Entendo ainda que o
texto nos dá uma tremenda lição de solidariedade e perseverança. Jesus
está falando à multidão quando é interrompido por uma inusitada ação. De
repente, o telhado sobre a sua cabeça se abre e a luz do sol invade o
ambiente. Quatro homens que haviam trazido um homem paralítico fazem-no
descer pelo teto, com maca e tudo. Fizeram assim porque a porta não lhes
permitiria passar, tal era o número de pessoas presentes no local.
Ousados, perseverantes e cheios de fé, fazendo isto não por si mesmos,
mas tendo o coração ligado ao sofrimento do outro. Vejo muitas pregações
sobre ousadia para conquistar, possuir, ter e ampliar. Ouço pouco na
direção de ousar para o bem de outros. Este quatro homens se doam, se
esforçam, empreendem para que alguém que não eles mesmos seja abençoado,
curado, restaurado, devolvido à dignidade. Cabe aqui outra pergunta:
Estamos nesta mesma rota ou basta-nos uma relação interesseira com Deus,
a fim de que nos asseguremos das bênçãos que desejamos e desprezemos o
drama alheio?
Finalmente, percebo no diálogo de Jesus com aquele
homem que, apesar de os homens acharem que o seu problema prioritário
era o externo, ou seja, a sua paralisia, O Senhor prioriza o seu aspecto
interno. Digo isto porque, antes de curá-lo, Jesus diz: “Filho,
perdoados estão os teus pecados”. Imagine bem, se eu e você estivéssemos
lá, possivelmente diríamos: ”Cure-o primeiro...perdoe-o depois”.
A real cura da qual ele e todos nós necessitamos é a da paralisia
espiritual, da inércia de nossas relações com Deus, da culpa e do pecado
que inviabilizam este relacionamento. Depois de curá-lo por dentro,
Jesus o cura por fora. Hoje Jesus deseja tocar você desta mesma forma.
Assim como ele olhou para aquele paralítico, ele olha para você; assim
como ele falou com aquele paralítico, ele está falando com você; Assim
como ele curou a alma daquele paralítico e o restaurou ao nível de uma
comunhão verdadeira com Deus, está fazendo com você. É só querer, crer e
permitir que Ele o faça. Jesus ama você.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
“Reaças, Conservadores e Fundamentalistas ...”
Reflexão de Fernando Alberto
Acho que
estamos numa guerra semântica nestes últimos dias. Digo assim porque novas
expressões tem sido acrescentadas no vocabulário daqueles que, hoje no poder
governamental , rejeitam as críticas com veemência e estabelecem apelidos, os
mais variados, na direção daqueles que as efetivam. O mais interessante é que o
assunto, base da crítica direcionada, fica secundarizado. A ênfase predileta
estaciona-se no ato de tentar menosprezar pejoratirizando ou estabelecendo
apelidos nada amistosos aos discordantes. Desta maneira vimos nascer expressões
como “reaças, coxinhas, conservadores, fundamentalistas”, dentre outros mais. E
apelidar ou xingar se torna mais importante do que esclarecer.
Não peça para
um petista lhe dizer o que achou do aumento da taxa de juros, o que Dilma disse
que o seu adversário de campanha pretendia fazer. Não peça ao mesmo que fale
sobre o ajuste ao qual Mantega, atual ministro da economia, se referiu no
tocante aos ajustes que se farão, os quais ameaçam até as conquistas que os
trabalhadores comuns auferiram com o passar do tempo. Não peça que lhe explique
sobre o impacto da inflação ou sobre o déficit que se abateu sobre a economia brasileira.
Não pense que lhe dirá que acha errado o uso dos Correios durante as eleições
ou da mala de dinheiro encontrada com o apoiador da campanha de Pimentel em
Minas Gerais. Não pense que ele reprovará o apoio que o seu partido dá aos
ditadores de Cuba e de outros países que seguem a desastrosa linha do
assassinato à democracia. Não imagine que ele chamará os terroristas Islâmicos
de terroristas, são “lutadores por causas revolucionárias” e por isso não
importam os motivos e os meios. Quando você expõe estes dados, recebe em contrapartida
algum apelido.
Pensando nisto
resolvi definir estes apelidos com uma nova leitura. Por exemplo: Quando alguém
me chama de “reaça”( muito embora jamais entenda isto como um linguajar próprio
da língua portuguesa) tento interpretar e dar um novo sentido à atrocidade
verbal. Chamam-nos de “reaça” porque discordamos do assalto que esta gente anda
realizando ao erário. “Reaça” penso eu que se refira a tal atitude reacionária,
a tentativa de livrar o Brasil desta corrupção endêmica institucionalizada.
Nestes sentido não somos apenas “reaça” mas potencialmente re-agentes. Agimos e
voltamos a agir para explicitar os males desta gestão tresloucada e
irresponsável do PT que converge, desde os ataques desferidos contra os
princípios éticos – familiares até ao bojo da vivência democrática desta nação.
Reagimos e reagiremos sempre contra os princípios da corrupção, contra as ações
subliminares de uma postura despótica e anti-democrática, contra os porões
espúrios de uma ideologia estranha aos princípios e bases da nação Brasileira e
sobretudo contra a prática de deslavadas mentiras que sugestionem a nossa
idiotice.
Ao nos
apelidarem de conservadores, tentando nos apresentar como ultrapassados ou
atrasados conceitualmente, cometem o terrível equívoco de reafirmar o que
realmente somos. Sem a ação conservadora, aquilo que é fresco e útil se perde.
O sal é um dos históricos elementos de conservação. Jesus nos disse que, como
igreja, nossa identidade é a de Sal da terra e Luz do mundo. Se tem algo que em
potencial pode tornar-se empecilho ao apodrecimento da sociedade com um todo é
a ação conservadora deste sal vivencial que se reflete em atitudes de vida
pautadas em princípios e valores dignos de menção. Conservar não é ruim, como
alguns querem fazer crer. O que não se conserva se estraga. Por isto somos de
fato conservadores, não de ideologias mas de princípios, especialmente princípios
que nos mantém na direção de uma nação democraticamente liberta de guetos
conceituais e dominadores.
Fundamentalismo
para quem nos apelida é associado ao mais terrível que hoje vemos na face da
terra – o terrorismo fundamentalista islâmico. Ora, que dualidade, na Onu sua
madrinha brasileira os defendeu. Um verdadeiro paradoxo. Mas existe o sentido
positivo do fundamentalismo que eles desconhecem, ou pelo menos fingem
desconhecer. Fundamental é aquilo que é imprescindível, o fator “si-ne-qua-non”,
a base, o cerne estrutural. Tudo que existe e permanece está pautado em
fundamentos pré-estabelecidos e consolidados como verdade através dos tempos.
Aquilo que está desprovido de fundamentos se esvai, desvanece, vem a ruir,
desaba e atinge à muitos. A queda dos muros de Berlim, a implosão da antiga
União das Repúblicas Soviéticas, sucumbindo ante a livre economia mundial e aos
auspícios democráticos, fatores assim revelam quem são os verdadeiros
fundamentalistas dos atraso que hoje operam em nossa nação. Nossas alianças
Geo-políticas nos fazem refletir sobre como é bom ser “inovadores”. Inovamos
trazendo “Médicos” cubanos, importando treinadores de guerrilha da Venezuela (
que entram armados em nossa nação – verdadeiros arautos da paz), construindo
portos fora da nossa nação, comprando empresas falidas, dentre outras “novidades”
mais.
Concluo
dizendo que somos nós, aqueles que amam e defendem um Brasil verdadeiramente
fundamentalista, estabelecido nos fundamentos da democracia, da liberdade de
imprensa, dos valores de família, da livre iniciativa; somos nós que ainda
veremos triunfar nesta nação, para o bem das pessoas de bem, dos nossos filhos
e netos, um Brasil forte, fundamentado na Rocha, jamais descaracterizado e
sempre estabelecido em sua real vocação de Ordem e Progresso.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Vencedores e Perdedores - De um Jogo que não é Jogo
Vencedores e Perdedores - De um Jogo que não é Jogo
Esperei um pouco para produzir este texto. Passados os dias de "fervor
emocional das eleições", num ambiente de sobriedade e desapegos
ideológicos, faço aqui algumas reflexões sobre o país que nos tornamos e
o tipo de pessoas que evidenciamos ser.
Em primeiro lugar, o
comportamento das discussões no período eleitoral parece nos ter
remetido ao conceito de uma partida clássica de futebol, no caso, um
confronto entre dois times, o do PT contra o PSDB e diante de tal, duas
torcidas ferrenhas, cada uma desejando a derrota do seu adversário.
Muitos se esqueceram de que aquilo que estava em jogo não era o jogo,
era um país inteiro, juntamente com os seus próprios destinos
administrativos pessoais.
Definitivamente, negativamente marcante
as armas apresentadas pelos próprios times, na postura pré-eleitoral.
Por um lado ataques e evidentes demonstrações de desvios da gestão
pública, por outro uma impressionante ação de marketing de destruição de
reputações, inclusive com mentiras múltplas sobre pessoas e dados.
Idéias e propostas foram secundarizadas.
Tudo isto no período
eleitoral. Mas agora o que resta? Resta a verdade dos fatos que foram
negados, dados que foram alterados, intenções e ações que foram
atribuídas aos opositores, agora praticadas por quem disse que jamais
iria fazê-lo. Somos então, em última análise, um país de idiotas que
decidiu acreditar e valorizar a mentira, e que agora diante dos fatos
claramente divulgados, dos números que se esconderam de maneira cínica
estampados em nossa cara, dos gráficos da economia jogados em nosso
rosto, ficamos sentados "assistindo o jogo" com a cara de quem diz:
"perdemos porque o juiz roubou".
Como eu disse , amigos, não é um
jogo no qual a perda fica dentro de campo. Neste jogo, não só as duas
torcidas partidárias perderam, perdemos todos nós, o país inteiro. O
ingresso deste jogo foi caríssimo e continuará sendo pago anos à fio,
não apenas os 4 anos que se pensa ter ainda que suportar este estado de
coisas. Se tudo que aconteceu até agora nestes 12 anos, levou-nos à
direção na qual estamos, aonde pensamos que os próximo 4 nos conduzirão?
Ao ler coisas como nosso alinhamento com ditadores, permissão de
venezuelanos para treinar o MST, silêncio da nossa diplomacia para com
os atos cometidos pelo Estado Islâmico, agendas previamente preparadas
para impor censura à mídia e regulação ideológica da internet, agendas
estas inseridas na agenda do Foro de São Paulo que pretende
"bolivarizar" a América Latina, diante de tudo isto, vejo que o Brasil
que hoje está no poder não trabalha pelo verdadeiro Brasil. Trabalha-se
hoje a desconstrução de uma nação democrática, estabelecendo a base
ideológica à todo custo...E que custo.
Este é um "jogo" no qual
aqueles que se dizem vencedores e até comemoram, recebem sobre si não
apenas os" louros da vitória", mas denunciam um caráter alinhado àqueles
que a produziram de forma questionável, e isto não se constitui em
bônus mas ônus, e ônus altíssimos cobrados a curto e longo prazo.
Perdemos todos, principalmente porque vimos que a mentira prevaleceu
sobre o bom senso. Mas ganhamos em tempo, porque mais uma vez vimos o
tempo trabalhar pela verdade, e se Deus quiser, a Nação que se deixou
embalar e dormir pelo torpor na mentira soletrada aos ouvidos, acordará
em tempo para reverter a sua derrota. Eu sou um destes tantos que lutará
incansavelmente para ver o Brasil como o conhecemos, restaurado e
transformado, pronto para demonstrar um caráter melhor ao mundo.
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